O que é preciso para ser feliz no trabalho todos os dias?

O que é preciso para ser feliz no trabalho todos os dias?

Como a valorização das relações humanas podem favorecer o ambiente corporativo

As empresas vivem um cenário de grande desafio na atualidade: conseguir motivar e levar as pessoas a trabalharem mais felizes. Algo fundamental para o aumento da produtividade, melhorar resultados e reputação das companhias. Porém, o desenvolvimento da tecnologia parece ter ajudado pouco no incentivo aos valores mais humanistas, reforçando doenças do trabalho, como a depressão.

Por isso, a palestra “Felicidade no trabalho: utopia ou possibilidade?”, ministrada na segunda-feira (11) pela professora e coordenadora de MBA Denize Dutra, ganha ainda mais relevância. Segundo ela, em ranking feito pela ONU dos países mais felizes do mundo, o Brasil está em 28º lugar, apesar de ser considerado um país alegre pela maioria das pessoas.

O sentimento de felicidade não está atrelado ao humor, e sim a uma emoção positiva, de pertencimento e realização pessoal. É essencial um clima organizacional bom, com condições de trabalho adequadas promovidas por parte das empresas.

A responsabilidade de cada indivíduo

Por outro lado, sempre haverá a responsabilidade individual, em equilibrar sua vida pessoal e profissional, além de desenvolver sua inteligência emocional. “Não só tem a ver com o ambiente, tem a ver com a resiliência e autocontrole que a pessoa demonstra. Autoconhecimento, saber quem é, quais são os objetivos”, explicou a professora.

Ela ainda destacou a importância de alinhar seu propósito individual com a instituição em que atua. “A FGV recebeu um prêmio, eu me senti premiada também. Você sabe que faz parte, por menor que seja. A instituição está alinhada com meu propósito de desenvolver pessoas”.

A professora finalizou a palestra mostrando a importância de reconhecer os desafios como oportunidades de crescimento e melhorias para evoluir.

“Ninguém nunca será bom sozinho. É preciso conviver com as pessoas e ter competências interpessoais.”

“Pesquisas já têm mostrado que o fator não é a competência técnica somente. Ela não garante o desenvolvimento profissional. Ninguém nunca será bom sozinho. É preciso conviver com as pessoas e ter competências interpessoais. As soft skills são cada vez mais importantes para o sucesso no trabalho”.

Para ela é importante analisar: se todo dia o trabalho parecer um fardo, uma obrigação, é preciso rever. É importante gostar do que se faz e aproveitar essa aprendizagem contínua proporcionada pelo trabalho, buscando ser a cada dia uma versão melhor de si mesmo. E refletir: por que quer estar neste trabalho? Qual legado quer deixar? Todo este processo de autoanálise com certeza ajudará a aumentar o sentimento de felicidade, não só no trabalho, mas na vida como um todo.

 

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